Empreendedores pretendem diversificar e buscar parcerias em 2016 para fugir da crise

4_15110A incerteza do próximo ano continua afetando as decisões das pequenas e médias empresas. Segundo o Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN), elaborado pelo Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper, com apoio do Santander, os empreendedores pretendem diversificar e buscar parcerias no próximo ano para fugir da crise.

A informação, fornecida com exclusividade para a Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, mostra que os empresários querem tentar dividir o risco da operação: 35% respondeu que pretende diversificar produtos ou serviços e 21,5% querem formar uma parceria.

“Ambas opções podem ser entendidas como um desejo de diversificar ou compartilhar o risco do negócio. Num cenário no qual a incerteza prevalece, o correto a fazer, para se manter em atividade, é tentar diversificar”, diz Gino Olivares, professor do Insper.

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Para 12% a estratégia será exportar, 15% pretende fundir ou comprar empresas e outros 15% fazem planos para abrir uma filial. “Os resultados mostram que, perante um cenário caracterizado por um grau elevado de incerteza, o pequeno e médio empresário pretende adotar atitude de cautela, refletida na escolha de opções que lhe permitam diversificar o risco do se negócio”, diz Olivares.

Confiança

O IC-PMN mediu também a confiança dos empreendedores para os três primeiros meses de 2016 e o resultado é otimista. O nível subiu 6,9% em relação ao último trimestre de 2015, alcançando 58,9 pontos. Esta alta interrompe o ciclo de queda iniciado no último trimestre de 2014.

A perspectiva econômica e o otimismo do setor de serviços foram os responsáveis pelo aumento do índice. Na análise regional, o Nordeste se mostrou a região mais confiante, seguido por Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.  Já entre os setores, o de serviços aparece em primeiro lugar, seguido por comércio e indústria.

Os dados do IC-PMN foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.410 pequenos e médios empresários de todo o País, dos setores da indústria, comércio e serviços. A margem de erro do índice é de 1,4% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

As informações são da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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